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A Masmorra


 

 

Estava lá como lhe fora ordenado às 19:30 horas.Achou estranho esse horário no escritório, mas...Ao chegar na recepção o Mestre a esperava e ouviu vozes  que vinham da sala d'Ele.

Foi levada por Ele à sala de reuniões.As vozes continuavam...

Ele ordenou que ficasse nua. Ela se despiu. Foi vendada e forçada a se ajoelhar.

Ouviu seus passos se afastarem e o ranger de uma porta que sabia ser a porta da sala d´Ele. Ouviu passos.Pareciam  muitos.

-Abra a boca!...disse o Senhor.

Sentiu um cacete em sua boca. Sabia que não era do Mestre.

E depois outro...e outro...

Silêncio .

Ouviu passos se afastarem.O Mestre ordenou que se vestisse.

Abriu a porta novamente e três homens entraram, vestidos também

mas nada disseram.Um era conhecido seu, o sócio de seu Dono.

Os outros dois, dois estranhos.Nas mãos do conhecido uma taça,

passada às mãos do Mestre,que deu a tita.

Ela sabia que deveria beber

e o fez.

 

nina

 

 

 



Escrito por d'a masmorra ?s 22h42
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Fernando Torres

 

 

14/11/1927

04/09/2008

 

 

O ator, produtor e diretor Fernando Torres morreu na madrugada desta quinta-feira, 4, aos 80 anos, em sua residência, em Ipanema, na zona sul do Rio. Ele sofria do pulmão havia alguns anos e seu estado de saúde vinha bastante fragilizado. A causa da morte não foi revelada pela família, que sempre se manteve discreta quanto à sua condição. Torres tinha 80 anos e era casado havia 57 com a atriz Fernanda Montenegro, com quem teve dois filhos, a também atriz Fernanda Torres e o cineasta Cláudio Torres. O corpo não será velado, por decisão da família, e será cremado nesta sexta-feira, às 14 horas no Crematório do Cemitério do Caju, na zona portuária do Rio.

Segundo o ator e diretor Sérgio Britto, muito amigo do casal, ele estava sentindo dores terríveis havia algum tempo. "Fernanda há de compreender que ele precisava morrer", disse Britto. "Eu estou arrasado com a morte dele, mas torcia para ele morrer. Ele estava sofrendo demais. Durante anos, recebeu um tratamento errado que fuzilou a saúde dele". Britto, que trabalhou intensamente com Torres nas décadas de 50, 60 e 70 e depois continuou "permanentemente ligado" a ele, contou que esteve com o amigo vinte dias atrás, no restaurante Fiorentina, na zona sul do Rio, e que lá ele foi homenageado. "Ele estava bem. A dor e o sofrimento não o assustavam. Mas recentemente ele piorou muito. A dor devia ser terrível porque ele passou a chorar, gritar de dor".

A mulher sempre respeitou sua decisão de permanecer em casa. "Fernanda foi maravilhosa. Nunca o internou. Ele queria ficar em casa e ela respeitou isso. Estava ao lado dele na hora da morte. Mantinha quatro enfermeiros se revezando ao lado dele. Nunca falou sobre a doença que ele tinha. Era alguma coisa no pulmão, mas não sei o que era. Sempre respeitei o fato de os dois serem muito discretos." Também amiga da família de muitos anos, a atriz Eva Wilma contou que todo o círculo de atores com o qual o casal se relacionava se mobilizara com a doença de Torres. "Nós todos estávamos torcendo para que o Fernando se livrasse do sofrimento. Agora ele está livre e estará para sempre conosco".

Em suas últimas aparições públicas, o ator, que se deslocava numa cadeira de rodas, parecia bem frágil. No entanto, de acordo com os amigos, ele nunca perdeu o bom humor, característica destacada por vários artistas que lamentaram sua morte. Em novembro do ano passado, quando completou 80 anos de idade e 60 de carreira, Torres foi homenageado com uma exposição no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio. A produção foi da mulher e da filha. Foram exibidos fotos raras e inéditas, que relembraram momentos marcantes de sua vida artística, e filmes relevantes, como Redentor (2004), dirigido pelo filho Cláudio Torres, e A Ostra e o Vento (1997), de Walter Lima Jr. Ele compareceu à abertura vestindo um elegante terno e foi cercado por muitos colegas, que fizeram questão de prestigiá-lo.

 

Carreira

 

Um dos fundadores do Teatro dos Sete, Torres nasceu no Rio em 1927 e fez sua primeira aparição nos palcos foi em 1949 na peça A Dama da Madrugada, de Alejandro Casona. Saiu da capital fluminense em 1952, seguindo para São Paulo, na companhia da atriz Fernanda Montenegro, sua futura mulher. Em 1958 assinou a primeira vez a direção de uma peça - Quartos Separados - quando trabalhava no Trabalho Brasileiro de Comédia (TBC). Em O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, Torres foi premiado como diretor revelação. Como ator, ele ganhou prêmio em Seria Cômico.... Se Não Fosse Sério. Torres teve tripla função - direção, produção e atuação - na peça A Mais Sólida Mansão. Na década de 80 ele produziu espetáculos de sua mulher, Fernanda Montenegro: Dona Doida, Um Interlúdio e Suburbano Coração.

Na televisão, Torres atuou em tramas como Pouco Amor Não É Amor (1963), Baila Comigo (1981), Zazá (1997) e Laços de Família (2000), em que interpretava o personagem Aléssio Lacerda. No cinema, o ator trabalhou em filmes como Ação Entre Amigos (1998), A Ostra e o Vento (1997), O Beijo da Mulher Aranha (1985), Inocência (1983) e em Redentor (2004), que foi dirigido por seu filho Claúdio.

 



Escrito por d'a masmorra ?s 19h02
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Waldick Soriano

 

 

 

 

13/05/1933

04/09/2008

 

 

 

Eurípedes Waldick Soriano, um dos maiores ídolos da canção romântica brasileira, morreu nesta quinta-feira, 4, no Rio, aos 75 anos, em conseqüência de câncer de próstata. O cantor e compositor descobriu ser portador da doença em 2006. No início deste mês, seu estado de saúde se agravou, com o câncer já atingindo outras partes do corpo, segundo os médicos. Autor de canções de enorme sucesso nacional a partir dos anos 70, como Paixão de um Homem, A Carta, Tortura de Amor, A Dama de Vermelho e Eu Não Sou Cachorro Não, Waldick recebeu recentemente uma terna homenagem em vida da atriz Patrícia Pillar, que dirigiu e escreveu o roteiro (em parceria com Fausto Nilo e Quito Ribeiro) do documentário Waldick - Sempre no Meu Coração.

Até agora só exibido em festivais, o filme compõe, junto com as canções, um retrato tocante e melancólico do cantor, que teve 14 mulheres ao longo da vida, mas diz que jamais encontrou a felicidade com nenhuma delas. Nos últimos anos, passou a morar sozinho, em Fortaleza, rejeitando o afeto das que se arrastavam de paixão por ele. Uma delas o definiu como "muito seco e indiferente consigo mesmo." Em depoimento para o filme, lamentou: "Sou famoso, e daí? Me falta tanta coisa... Sei que não vou encontrar ninguém pra dizer: estou contigo."

Nascido em Caetité, no sertão da Bahia, Eurípedes Waldick Soriano trabalhou como lavrador, engraxate e garimpeiro antes de tentar a vida artística. "Saí de minha terra num caminhão de rapadura. Tinha meu sonho, mas não sabia onde ia parar." Prometeu voltar só se "vencesse na vida".

Quando chegou a São Paulo, aos 27 anos, já trazia na mala canções como Ninguém É de Ninguém, Quem És Tu? - sua primeira gravação e com a qual começou a ficar conhecido no início dos anos 60 -, e Tortura de Amor, cuja letra foi vetada pela censura em 1974. Algum gênio do regime militar achou que a referência à tortura era mensagem cifrada de subversivo. Uma vez liberada, a canção, um bolero composto em 1962, da melhor concepção de Waldick, tornou-se grande sucesso na voz do cantor. Depois ganhou releituras nas vozes de Nelson Gonçalves, Fagner, Fafá de Belém, Maria Creuza e o grupo português Clã, entre outros.

Com censura ou não, Waldick se tornou um fenômeno popular nos anos 70, com suas canções tocando nas rádios de todo o País. Até quem torcia o nariz para a música "cafona" se surpreendia assobiando alguma coisa dele, ou, mesmo que fosse em tom de zombaria, repetindo o bordão "eu não sou cachorro, não". "Antes diziam que era cafona, agora é brega", observou Waldick. "Eu prefiro dizer que sou romântico." Sua figura inspirada no cowboy cinematográfico Durango Kid virou um clássico: óculos escuros e terno e chapéu pretos.

A saudade sempre serviu de inspiração para várias canções, segundo ele próprio dizia. "Toda minha música é alguma coisa de mim", comentou no filme de Patrícia Pillar. "Se não tenho motivo, não faço música. Às vezes a gente tem de fingir que é feliz. Isso dói, mas a gente acostuma." Mulherengo, aventureiro, boêmio e beberrão, como definiu um velho amigo no documentário, Waldick sofreu com o que mais temia: a solidão.

Um episódio determinante para tanta dor-de-cotovelo, segundo algumas de suas mulheres, foi o fato de ser sido rejeitado pelos pais ainda menino. Seqüestrado pela mãe ainda menino, foi recuperado pelo pai que o entregou para ser criado por outra família. "Sei que não vou encontrar ninguém pra dizer: estou contigo. Refratário a relações fraternas - não se dava bem nem com o próprio filho - disse: "Meu amigo é meu travesseiro."

Em 2002 as atenções voltaram-se de novo para ele com o lançamento do livro Eu Não Sou Cachorro, Não - Música Popular Cafona e Ditadura Militar, do jornalista Paulo César Araújo, cujo título já é uma homenagem a ele. Neste excelente estudo sobre o tema, Waldick e seus similares e contemporâneos são tratados com a dignidade que até então não tinham por parte da elite cultural.

Com um pouco mais de verniz, Waldick também ganhou homenagem no CD coletivo Eu não Sou Cachorro Mesmo, de 2007. Dando tratamento "chique" ao brega, cantores e bandas da cena indie, como Fino Coletivo, Móveis Coloniais de Acaju, Clube do Balanço, Fernanda Takai, Lula Queiroga e Silvério Pessoa, recriaram sucessos dos anos 70. A faixa de abertura é o clássico Tortura de Amor.

 



Escrito por d'a masmorra ?s 11h01
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Eu não sou Cachorro não

Eu não sou cachorro nao

Pra viver tão humilhado

Eu nao sou cachorro nao

Para ser tão desprezado

 

Tu não sabes compreender

Quem te ama quem te adora

Tu só sabes maltratar-me

E é por isso que eu vou embora.

 

A pior coisa do mundo.

É amar sem ser amado

Quem despreza um grande amor

Não merece ser feliz

Nem tão pouco ser amado.

Tu devias compreender

Que por ti,

Tenho paixão.

 

Pelo nosso amor,

Pelo amor de Deus

Eu não sou cachorro não.

 



Escrito por d'a masmorra ?s 11h01
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Perfume de Gardênia

Rafael Hernandez

 

Perfume de gardênia,
Tem tua boca,
Belíssimas cambiantes,
De luz tem teu olhar,
Teu riso é uma rima,
De alegres notas,
Macios teus cabelos,
Qual ondas sobre o mar.
Teu corpo é uma cópia
De Vênus e provocas,
Inveja nas mulheres,
Quando te vêm passar,
E levas em tu´alma,
E virginal pureza,
Por isso essa beleza,
Tem místico candor,
Perfume de Gardênia,
Tem tua boca,
Perfume de Gardênia,
Perfume, de amor.




Escrito por d'a masmorra ?s 11h00
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A mulher e o espelho

 

A chave demorou a entrar. Ela ainda estremecia. O vestido amarfanhado, as pernas trôpegas, o cheiro do macho entranhado na pele.

Devagar, ainda úmida e lânguida, caminhou pela casa. Foi quando viu a outra refletida no enorme espelho. Olhos enormes, desgrenhada. Ela lhe sorria. Seus seios maduros e cheios apontavam sob a seda preta, bicos doloridos, marcados pelos dentes. Aproximou-se. Com os dedos em ponta lhe tocou os lábios, percebeu o sorriso lúbrico e o soltar das alças do vestido que escorregou lambendo as coxas .

Ali estava a mulher inteira, nua e muito branca, quase fosforescendo como se a desafiasse.

Presa aos olhos dela , as mãos começaram a lhe roçar o corpo que se movia docemente. A pele queimava, quase incandescia. As coxas se abriram e os dedos deslizaram, de inicio quase carícia depois mais febris , o espumar entre as pernas cada vez mais denso. Ouviu a mulher gemer e isso a excitou. Viu o ajoelhar e o vergar da nuca, o ofegar, o oferecer. O rastejar convulso em busca do macho A boca entreaberta como que a procura, o tesão louco, o desvario, a convulsão, o grito.

Lentamente se levantou, lambendo os dedos e lhe sentindo o gosto. Ela a olhava sorrindo... e, num esgar de amor, devagarinho, bem devagarinho , lhe beijou a boca.

inquieta e nua

2003

 

 

 

 

 



Escrito por d'a masmorra ?s 19h03
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Senhoras e meninas:

 

Vamos escolher

O  mais belo FAVORITO ?

 

 

Augusto César

 

 

Cassiano

 

 

Copola

 

 

Damião

 

 

Didu

 

ou

 

Dodi ?

 

 

 Quem  gostaríamos que estivesse

do outro lado do chicote?

 

 



Escrito por d'a masmorra ?s 18h50
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HOMENS COM BARRIGA

 

 

Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui: Se  você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas  vezes e já está começando a imaginar o dia do seu  casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute!

Na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente)  descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada,  estilo 'tanquinho', fuja! Comece a correr agora e  só pare quando estiver a uma distância segura. É fria,  vai por mim. Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta. Veja bem, não estou falando daqueles gordos suados, que sentam horas na frente da televisão com um balde de frango frito, e que, quando se abaixam, mostram um cofre peludo. Não! Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê. Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma - e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os 'tanquinhos' farão isso esperando que todas as

mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá

pedindo suco ou coca-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com 'clight' que trouxe de casa. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um 'ah, amor, 'Quarteirão' é gostoso, mas você podia provar uma 'McSalad' com água de coco'. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia!

Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo!

Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará

feliz. Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!!! Gostoso

mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional. Homens com barriga não são metidos, nem

prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo

que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz!

Carla Moura 

 

 

 

 



Escrito por d'a masmorra ?s 22h55
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Marcas permanentes


O que leva um Senhor a querer marcar de
maneira definitiva a sua escrava?
O que leva uma escrava a ser marcada assim
tão profundamente como um animal ?
Essas marcas podem ser em forma de piercings,
tattoos ou brandings (marcas a fogo).
Não vou me ater ao perigo dessas práticas,
prefiro imaginar que as pessoas tenham
responsabilidade suficiente para procurarem
um especialista no assunto ao optar por
essa prática.
Quero enfocar apenas o caráter permanente
de um ato desses.
Eu, que odeio a palavra definitivo, confesso
que me sinto tentada a fazer um branding.
Ser marcada a fogo, como uma propriedade DELE.

Levar comigo "ad eternum" a marca de um amor
tão grande que eu julgo ser o último.

 

abril/2004

 

 

 



Escrito por d'a masmorra ?s 14h33
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O medo

Penso sempre na importância do medo na minha vida.
Como seria a submissão sem medo.
E se existiria a submissão sem o medo.
Sem esse tempero fundamental,
na hora de excitação extrema,
onde os limites são expandidos e até esquecidos,
onde todos meus valores são postos a prova.
Difícil imaginar!...
É a entrega absoluta, fruto do medo e da confiança.
Pois como o Dominador, tem prazer em ver o medo,
e eu não o expresso só com meus olhos,
meu corpo recende a medo .
Eu tenho prazer em sentir o medo
e ver nos olhos dele, o prazer de presenciar
o meu medo e o prazer que este medo me causa!
Este é o ponto !...
A dialética de uma relação de dominação.
A tese e antítese... A síntese, como diria Hegel.
Ou mais ainda...”A descrição exata do real ” ,
segundo Marx.

outubro 2004

 

 

 

 



Escrito por d'a masmorra ?s 10h07
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Sempre penso na subjetividade das relações e

da tênue linha que separa a humilhação excitante

(minha tara)  da grosseria.

E do quanto é difícil achar alguém que tenha os mesmos

valores da gente . E o quanto tudo isso é importante!

E dos inúmeros  aspectos (todos subjetivos)  que  fazem de

um dom,  O  DOM !!!

Mas eu acho que o que separa a humilhação (excitante)

da grosseria, da vulgaridade é exatamente a elegância .

A classe a educação o berço do TOP é o que

faz toda a diferença.

Uma coisa dita por uma pessoa é extremamente excitante

e de repente  a mesma coisa dita por outra beira o grotesco !

Acho que nesse caso, vale uma máxima (meio batida)
que diz, que não é  o que  se diz, mas a maneira como se diz !

agosto / 2005

 

 

 

 

 



Escrito por d'a masmorra ?s 18h43
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Liturgia

Liturgia tem sido uma coisa muito
discutida em sala de chat. Vamos a ela!
Liturgia, segundo definição do Aurélio
é um ritual. Mas falamos da Liturgia BDSM.
O que seria exatamente essa Liturgia e
qual sua função? A pergunta fica aqui, pra
quem quiser responder.
Não acreditamos em cartilhas litúrgicas...
Achamos que a sexualidade humana é
diversificada demais para que se criem
regras. Tudo nesse mundo tem seu
ritual,desde nossas relações baunilhas,
nossas relações com nossos filhos,
amigos, etc. Até as mais prosaicas
liturgias ou rituais como para se fazer um
chá.
Cada um de nós, de acordo com suas
fantasias e seus desejos cria regras que
acabam se codificando em uma espécie
de ritual. E isso é pessoal e particular
de cada casal. Não se pode aplicar
a Y o que excita Z.
Quanto a chamar de liturgia comportamentos
em sala de chat é ir longe demais!...
O que vemos em salas é alguma coisa
que beira o infantilismo.
Acreditamos que regras de comportamento
acabam por ser usadas mesmo porque
sinalizam as posições de cada um...
Mas chamar isso de liturgia e querer
impor essas regras como verdades é
viajar na maionese. Ver alguns senhores
se chamando de Nobre pra cá...Ilustre
pra lá é alguma coisa que beira o ridículo.
Submissas fazendo salamaleque no aberto
é a mesma coisa.. Se uma sub quer falar
com seu Dom, o reservado é serventia da
casa, ou uma amiga com a outra. Ninguém
com seriedade fica nesse tititi para
que todos vejam como eles são
"tão perfeitos" .
Quem é sério e verdadeiro age de forma
séria e verdadeira. Não é preciso
transformar as salas em palco de circo.
Dia desses conversando com a Bionda,
falávamos exatamente sobre isso.
Como podemos querer seriedade e
tratamento educado de quem entra
na sala se ele está acostumado a ver
aquela bobajada? Brincar é uma coisa.
As salas são ótimas pra isso...
Mas ultimamente ou são palco de
agressões ou de historinhas de
fadas, e da pior qualidade !
Desafio alguém aqui a mostrar
UM SÓ dominador sério que fique nesse
salamaleque pra todo lado.
Quem tem uma relação séria , madura e
verdadeira não precisa se expor assim.
Sabe conduzir as coisas dentro do
bom senso , vive seus rituais particulares
e tamus conversados.
Queremos deixar claro que não somos
donas da verdade. Isso é o que pensamos,
e pelo que temos ouvido é o que pensa
a maioria das pessoas também.
Estamos no século XXI....
Usar cartilhinha é, no mínimo,
coisa de jardim da infância.

inquieta e nua e d’a masmorra

 

fevereiro 2004 

 

 

 

 

 



Escrito por d'a masmorra ?s 14h50
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Eu amo e crio cães .

Diferente de amigas que dizem preferir cães, às vezes,

eu prefiro os cães  sempre !

Meu cão (eu tenho o meu preferido entre os outros seis)

é o único ser que quando eu estou doente fica do meu lado

ad nauseum , é o único  que quando estou de mau humor

permanece ao meu lado e só ele permanece aqui

até quando  eu estou sem dinheiro.

Procuro  ser para meu DONO, a cadela que ele me inspira. 

Sei que ele sobreviveria sem mim. 

E espero que Meu Senhor, não me mantenha apenas por

pensar que eu não sobreviveria sem ele.

Primeiro por que seria  uma mentira !

E segundo por que a última coisa que eu quero

é ser um fardo pra alguém.

E eu acho que uma relação dessas (como qualquer outra)

é pra ser leve, gostosa, dar  prazer e não pesada ... culposa . 

Enfim, uma coisa que engrandeça dois seres humanos,

independente dos "rótulos" que eles  usem.

julho/2006

 

 

 

 



Escrito por d'a masmorra ?s 19h42
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